Desencanto

Desencantado encantamento.
Desiludida ilusão.
De amor, breve momento.
Desencontrada paixão.
Nos olhos, ficou saudade.
Na alma, profunda mágoa.
Nos lábios amarga verdade
Do riso desfeito em água...
Quantas lágrimas choradas
Nos silêncios do meu eu!...
Foram tristes, magoadas.
E hoje, que nada é meu,
Resisto. Ficam caladas
As palvras. Nada morreu
Rosa Calisto, 1986


4 Comments:
Numa manhã de domingo
«Tudo era claro:
céu, lábios, areias.
O mar estava perto,
Fremente de espumas.
Corpos ou ondas:
iam, vinham, iam,
dóceis, leves, só
alma e brancura.
Felizes, cantam;
serenos, dormem;
despertos, amam,
exaltam o silêncio.
Tudo era claro,
jovem, alado.
O mar estava perto,
puríssimo, doirado.»
Eugénio de Andrade
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Anónimo, at 10:59 a.m.
Pode ter sido ditado pelo desencanto, mas que é excelente, não ficam dúvidas.
Tal como aquilo que se vê das janelas.
Boa semana
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leituras, at 2:29 p.m.
Desiludida ilusão
*
j
*
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poetaeusou . . ., at 12:20 a.m.
Fernanda
Muita coisa ficou
Que prolongará tua vida.
A paisagem não mudou,
Nem no peito, a dor sofrida.
poetanashorasvagas+
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Anónimo, at 6:59 p.m.
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