Ilhas do mar

sexta-feira, abril 27, 2007

Desencanto



as minhas janelas

Desencantado encantamento.
Desiludida ilusão.
De amor, breve momento.
Desencontrada paixão.
Nos olhos, ficou saudade.
Na alma, profunda mágoa.
Nos lábios amarga verdade
Do riso desfeito em água...
Quantas lágrimas choradas
Nos silêncios do meu eu!...
Foram tristes, magoadas.
E hoje, que nada é meu,
Resisto. Ficam caladas
As palvras. Nada morreu

Rosa Calisto, 1986

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