Ilhas do mar

terça-feira, março 28, 2006

Quarteto do Mondego

Quando a saudade é grande... Dói!
Dedico este poema aos meus amigos, algures na terra dos "doutores"



Digo Mondego ó águas que passais
e há salgueiros por dentro das imagens
há um rio a correr pelas vogais
banhando do poema as verdes margens.

Digo Mondego e há folhas a cair
levemente levadas pelo vento.
São as metáforas mais tristes de Setembro
digo Mondego e há aves a partir.

Este é um rio que se escreve aos poucos
devagar devagar nos ritmos dissonantes.
Digo Mondego e há letras como choupos
na página onde choram consoantes.

Mondego fica para lá dos mitos
abstractos são os símbolos e os sinais.
E todos os poemas foram escritos
em suas águas para nunca mais.


Manuel Alegre

7 Comments:

Enviar um comentário

<< Home